Perna de Moça volta após quase 20 anos

Perna de Moça volta após quase 20 anos

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05 de julho de 2026

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Uma tradição que começou em 1951 voltou a colocar Bahia e Pernambuco frente a frente no golfe. Após quase duas décadas sem ser realizado, o Torneio Perna de Moça reuniu jogadores dos dois estados, nos dias 3 e 4 de julho, no campo do Iberostar, na Bahia.

Em dois dias de competição, o resultado mostrou equilíbrio na disputa. Bahia e Pernambuco terminaram empatados, com seis pontos cada. Pelo regulamento, em casos como este, a taça permanece com o último campeão. Assim, a Bahia, vencedora da edição anterior à interrupção do torneio, segue com o tradicional troféu.

Para a presidente da Federação Baiana de Golfe, Florinda Barreto, a retomada resgata uma competição que marcou a história dos dois estados. Ela também agradeceu ao Iberostar pela recepção e pelo cuidado na preparação do campo para receber os jogadores.

“Esse torneio é muito importante tanto para a Bahia quanto pra Pernambuco, porque é um torneio histórico existente há mais de 70 anos. Nós temos que prestigiar os pernambucanos e os baianos, através da família Conolly, idealizadora da competição entre os dois clubes Cajazeiras e Caxangá”, afirma Florinda Barreto.

Oito duplas participaram da disputa. No primeiro dia, foram jogados 18 buracos na modalidade high and low, em que os melhores e os piores resultados de cada dupla eram comparados a cada buraco. No segundo, os jogadores voltaram ao campo, desta vez em confrontos individuais no formato match play, no qual cada buraco representa uma disputa direta entre os adversários.

Os jogadores também participaram do Aberto Perna de Moça. Nessa competição, o desempenho é definido pelo total de tacadas ao longo dos dois dias, considerando o handicap dos participantes. Luís Araújo conquistou o primeiro lugar, com 134 tacadas, seguido por Daniel Murata, com 151. Leonardo Carneiro e Alberto Canovas terminaram com 152 tacadas.

Resgate de uma tradição

A história do Perna de Moça começou há 75 anos, em uma disputa entre o extinto Cajazeiras Golf Country Club, em Salvador, e o Caxangá Golf Country Club, no Recife. Realizado alternadamente nos dois estados, o torneio se tornou um dos principais momentos do ano para os golfistas dos dois clubes, unindo competição e confraternização.

“Sempre foi um torneio tradicional, era o grande momento do ano para ambos os clubes, quando a gente se juntava, tanto pela questão da competição, quanto pela questão da confraternização. Era uma honra participar da equipe. Era uma equipe limitada de 12 pessoas, na época a gente tinha bastante jogadores”, relembra Alberto Canovas Filho, golfista baiano.

O nome curioso também faz parte da trajetória da competição. Nos primeiros anos, uma perna de manequim era usada como troféu, uma referência que acabou dando identidade ao Perna de Moça. O resgate do torneio partiu dos próprios golfistas dos dois estados. Na Bahia, Bernardo Fernandes participou das conversas que ajudaram a viabilizar o reencontro. Em Pernambuco, este era um dos planos da gestão do presidente da Federação, Daniel Murata. “Desde quando assumi a presidência, uma das coisas que a gente mais queria era retomar este torneio, que sempre foi tão importante, tão tradicional, entre o golfe pernambucano e o golfe baiano”.

A expectativa é de que a competição volte a fazer parte do calendário nos próximos anos. Para Carolina Sultanum, presidente do Caxangá Golf Country Club, esta deve ser apenas a primeira de muitas. “Pra gente é uma grande honra estar aqui retomando o torneio Perna de Moça, um torneio tão antigo com quase 80 anos. Infelizmente passou alguns anos sem acontecer, mas graças aqui ao pessoal da Federação Baiana juntamente com a Federação Pernambucana de Golfe, conseguimos retomar e espero que este seja realmente o grande recomeço do torneio, que ele nunca mais pare, que ele continue trazendo nossas lembranças de volta, nossas memórias”.